terça-feira, 10 de setembro de 2013
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
Casamento
...Mário e Raquel se conheceram na fila de um supermercado para comprar
um sorvete.Era verão, e o calor do tempo fez logo com que descobrissem
que eram vizinhos de Anchieta e de amor.Aos 16 anos começaram a conjugar
a vontade, firmaram o pacto de casar sob a lua tendo como testemunha o
sol.A graça dos dois era fugir dos outros sonhos daquela juventude:
funk, rola, pussy e postagem. Lá pelas
praças de Ricardo, os dois mantinham um encanto leve e não atreviam a
avançar, fosse pela educação evangélica de ambos, fosse pelo medo de
perder o namoro por alguma passada de mão desejada.O casal estava sempre
aos olhos da mãe de Raquel e, as vezes, pela inveja da mãe de Mário. Os
apaixonados estavam acima daquilo, do julgamento. Os ônibus, as luzes,
cheiro do óleo velho da batata frita e o resto dos humanos pagavam a
conta de que o casal ainda estava na Terra.
Um tiro venho perfurando o vento e construindo um novo tempo no peito de Mário. A boa rapidez escureceu a visão do rapaz. Alma ainda conseguiu cair aos braços de Raquel. O bairro cresceu em pessoas, os pais oravam e Raquel sem lágrimas esperando a outra bala chegar, e não chegou. Os dias tiveram poucas chances e o menino foi ter certeza de tudo e a Raquel sem a dele.
Mas foi pela janela ,de um momento de poucas vantagens, que ela viu o sol entrando pelo quarto e dando a lua que tanto sonhava.Pelos os olhos não se vinham , a partir do dado instante, a vida de forma. Se via a vida de sonho jorrando do seu peito, era mais amor, era o casamento.
Um tiro venho perfurando o vento e construindo um novo tempo no peito de Mário. A boa rapidez escureceu a visão do rapaz. Alma ainda conseguiu cair aos braços de Raquel. O bairro cresceu em pessoas, os pais oravam e Raquel sem lágrimas esperando a outra bala chegar, e não chegou. Os dias tiveram poucas chances e o menino foi ter certeza de tudo e a Raquel sem a dele.
Mas foi pela janela ,de um momento de poucas vantagens, que ela viu o sol entrando pelo quarto e dando a lua que tanto sonhava.Pelos os olhos não se vinham , a partir do dado instante, a vida de forma. Se via a vida de sonho jorrando do seu peito, era mais amor, era o casamento.
sábado, 3 de agosto de 2013
Zona de desconforto
Apoderou-se o
vento sem palavras
e o susto de ocasiões,
tanto que
o virar de uma esquina
agora tornou-se um território
hostil.
As coisas mais simples e
derradeiras que via da via,
até cotidianas,
agora são espectáculos
onde há minas retirantes
da razão.
Pisei, quando falou!
levou tudo que pudesse ser identificado,
até o abstrato que podia sentir,
a permanência solta,
a inerência das coisas desfeitas,
o contrato de comunicação dos indivíduos.
Só ficou uma epifania,
susto e sem signo, sensação incerta!
Pedaços soltos, esperando a liga de contexto
e um traço obtuso de satisfação do destino,
mas não houve nada tangível que pudesse matar
a minha sede...
estavam sem gravidade as minhas perguntas e os
seres humanos não passavam de pano de fundo sem função,
porque havia mais átomos agitando-se em outras coisas novas do que a
matéria tremida, mas formada no meu plano.
Aonde vou parar?
Se deixei de acreditar nos sóis que existiam
ali, bem próximo do que eu podia fazer.
Seria mais fácil ter deixado o prato quebrado escondido ou
a poeira debaixo do tapete,
Eu não perderia a ilusão de ser feliz e nem a bondade dos maus.
Agora o que tenho é isso
que você lê,
entende?
Pois, tente!
A margem de morrer aqui é grande como boa parte
do seu ao redor que se enfia,
acorde e deixe os músculos aceitarem que a vida
está em som alto e
sem nada para tampar.
Não é música,
é o deparar-se
vento sem palavras
e o susto de ocasiões,
tanto que
o virar de uma esquina
agora tornou-se um território
hostil.
As coisas mais simples e
derradeiras que via da via,
até cotidianas,
agora são espectáculos
onde há minas retirantes
da razão.
Pisei, quando falou!
levou tudo que pudesse ser identificado,
até o abstrato que podia sentir,
a permanência solta,
a inerência das coisas desfeitas,
o contrato de comunicação dos indivíduos.
Só ficou uma epifania,
susto e sem signo, sensação incerta!
Pedaços soltos, esperando a liga de contexto
e um traço obtuso de satisfação do destino,
mas não houve nada tangível que pudesse matar
a minha sede...
estavam sem gravidade as minhas perguntas e os
seres humanos não passavam de pano de fundo sem função,
porque havia mais átomos agitando-se em outras coisas novas do que a
matéria tremida, mas formada no meu plano.
Aonde vou parar?
Se deixei de acreditar nos sóis que existiam
ali, bem próximo do que eu podia fazer.
Seria mais fácil ter deixado o prato quebrado escondido ou
a poeira debaixo do tapete,
Eu não perderia a ilusão de ser feliz e nem a bondade dos maus.
Agora o que tenho é isso
que você lê,
entende?
Pois, tente!
A margem de morrer aqui é grande como boa parte
do seu ao redor que se enfia,
acorde e deixe os músculos aceitarem que a vida
está em som alto e
sem nada para tampar.
Não é música,
é o deparar-se
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Agosto
É Agosto,
dias de gosto,
isto posto,
sê gostoso
Sem amor?
crie ternura,
indolor,
viva loucura
Seja Agosto
Pelo fácil
tenha em mãos
o olhar grácil
Aposto!
É
Agosto
Curta
aos gritos,
destrua
seus mitos
mês novo:
seja Agosto!
pule o mundo,
entorne
ande o muro,
se jogue
Assim pois,
depois Agosto
Horizonte-se
libertiza-se
reencarne-se
Agostiza-se
Por isso
nem desgosto
vindo
em Agosto
É Rio
no sutaque,
eu chio
minha parte
Por mim,
Agosto seria o fim
sem fim
mas
todos são
um mês
no coração
que tem
É, Agosto,
não termine
sem certeza
do ano
que vem!
dias de gosto,
isto posto,
sê gostoso
Sem amor?
crie ternura,
indolor,
viva loucura
Seja Agosto
Pelo fácil
tenha em mãos
o olhar grácil
Aposto!
É
Agosto
Curta
aos gritos,
destrua
seus mitos
mês novo:
seja Agosto!
pule o mundo,
entorne
ande o muro,
se jogue
Assim pois,
depois Agosto
Horizonte-se
libertiza-se
reencarne-se
Agostiza-se
Por isso
nem desgosto
vindo
em Agosto
É Rio
no sutaque,
eu chio
minha parte
Por mim,
Agosto seria o fim
sem fim
mas
todos são
um mês
no coração
que tem
É, Agosto,
não termine
sem certeza
do ano
que vem!
terça-feira, 30 de julho de 2013
Relendo Pessoa
Quanto mais próximo, mais tenho a dureza dos anos,
a clareza da frieza do tempo,
o sorriso meio verde e azul dos dias.
Queria as chances das crianças de serem o querem, agora,
... ter pássaro e poder viajar
e no bolso os amigos que eu desejo amar
Ainda falta pouco para mais menos,
e não me engano que é supérfluo
pensar no dia em que nasci,
Ah, Fernando, há tanta coisa
espalhada pelo chão,
só cato os espaços que pressinto,
entender dói e como...!
Amanhã fica mais perto e morrer me faria melhor:
estado zero, sem amor e ódio,
em essência, não envelheceria
a felicidade desgastada pelo tempo e dinheiro,
mas sentiria falta da paixão, que me torna mais humano
do que o passado alocado nos objetos ganhos dos meus aniversários.
a clareza da frieza do tempo,
o sorriso meio verde e azul dos dias.
Queria as chances das crianças de serem o querem, agora,
... ter pássaro e poder viajar
e no bolso os amigos que eu desejo amar
Ainda falta pouco para mais menos,
e não me engano que é supérfluo
pensar no dia em que nasci,
Ah, Fernando, há tanta coisa
espalhada pelo chão,
só cato os espaços que pressinto,
entender dói e como...!
Amanhã fica mais perto e morrer me faria melhor:
estado zero, sem amor e ódio,
em essência, não envelheceria
a felicidade desgastada pelo tempo e dinheiro,
mas sentiria falta da paixão, que me torna mais humano
do que o passado alocado nos objetos ganhos dos meus aniversários.
sábado, 20 de julho de 2013
Presente
A amizade é algo sobrenatural,
e é assim que se come uma maça,
vai ao banco,
se cobre com um lençol cheirando a amaciante,
mas é mais no abismo das coisas e das pessoas,
valhe a acústica amiga que sustenta os nossos
públicos segredos, jeito oco eco de ser homem.
É vital,
e acorda-se para o absurdo que é a vida,
novas digitais que ficam
e marcam
nossa nova característica de ser bem vindo ao Planeta
É algo particionado? Não... além do amor,
não é adorno,não é surreal,
nem é dor,
um sentimento tão deslocado,
que se torna outro ser humano, melhor,
melhor que deuses...
É ter você aqui,
um não-lugar tão especial,
sem cor, mas forte que dá vontade,
sem chão,mas é céu azul,
sem caminho, está no coração,
inatingível nas minhas mãos
como sangue e fé,
e luto a cada dia para te amar,
é caridade do outro e se presta na alma alheia,
lhe reciprociono...
Entrego o presente mais impuro e duro,
porém é vetor de humanidade, chama
vulgarmente chamada de
eu.
e é assim que se come uma maça,
vai ao banco,
se cobre com um lençol cheirando a amaciante,
mas é mais no abismo das coisas e das pessoas,
valhe a acústica amiga que sustenta os nossos
públicos segredos, jeito oco eco de ser homem.
É vital,
e acorda-se para o absurdo que é a vida,
novas digitais que ficam
e marcam
nossa nova característica de ser bem vindo ao Planeta
É algo particionado? Não... além do amor,
não é adorno,não é surreal,
nem é dor,
um sentimento tão deslocado,
que se torna outro ser humano, melhor,
melhor que deuses...
É ter você aqui,
um não-lugar tão especial,
sem cor, mas forte que dá vontade,
sem chão,mas é céu azul,
sem caminho, está no coração,
inatingível nas minhas mãos
como sangue e fé,
e luto a cada dia para te amar,
é caridade do outro e se presta na alma alheia,
lhe reciprociono...
Entrego o presente mais impuro e duro,
porém é vetor de humanidade, chama
vulgarmente chamada de
eu.
sexta-feira, 19 de julho de 2013
Desligamento
Eu fiz esse poema para desconectar,
para tentar ouvir os grilos pela manhã,
voltar a ouvir a bossa que voa pela perimetral.
Vamos desligar todos os roteadores e
ouvir o som dos carroceis e da gritaria jogando queimado...
quem sabe há alguma música na borboleta,
no fim das contas,
as asas devem ter algum som que saia vida,
algum tom...
Sabe-se ao certo que todos estão intimaligados,
mas há laços sem verdade,
pessoas contando as mesmas histórias,
sem saber ao certo para quem,
sujos de companhia,
o homem compartilha paixão sem calor.
Deixa eu desligar a Tv, só por hoje,
a tarde deixa um beijo da estrela mais apagada,
carente de meus olhos,
ela brilha meu nome.
Aponta a fábula que sussurra crônicas no caminho.
Tornam-se meus amigos, ao parar ao lado; ao meu lado, os passos
do silêncio...
e rezo para ele...
peço para continuar ali,
esperando esse coisa louca acabar,
esperando para entrar em mim e se espalhar...
É preciso formatar,
é o tempo que eu tenho para ver a minha mãe rindo para mim,
ou da minha vó dizendo boa tarde, mais de três vezes.
Logo depois seremos parte... de uma coisa só: Passado sem registro ou
algo tatuado na batata do universo?!
Ser mais eterno do que já sou!
Que bom andar pelas ruas de Ricardo na madrugada,
só há o aceno das lâmpadas apagadas e os postes
fingindo me aceitar com mais vida que eles,
Ali sou um povo e um cansaço,
ali antes do wi-fi e longe dos elevadores mal consertados,
os cabos se alimentam da minha esperança de conexão,
mas estou alheiado,
perto de algum lugar, presença de perdido
entre lá e o led verde.
Faltou luz e eu fiquei sem razão... um dia...
dei por mim que tudo estava fora,
meu pensamento,
meu sonho,
meu sossego,
meu pensamento.
Onde estava a luz??
Meu corpo funciona em trevas, e
há vida em mim.
O escuro fez de mim uma estrela,
não um sol conhecido, mas
alguma força pulsando...diferente
da tensão alternada que
se impos em casa.
logo depois,
voltei aos cegos, mas fingia que não via.
Se vem alguma coisa,
deixo a aqui por um minuto e faço dela
algo meu,
saio e não salvo,
deleto sem dor,
algo será marcado,e
vai estar nas bolas castanhas,
Vai haver muita coisa,
e sem blakout para suportar.
O enterro será às exatas forras
de sinuca ou de buraco,
de beijos compromissados com os cantos,
de verdades mal formuladas ou
mentiras entreditas na décima batida eletrônica...
algo progressivo cai e sobe feito uma tambor, meu coração agradece
ter ouvidos!
eu sei que tudo é um sonho,por isso cada vez mais
preciso estar ligado,
porém fiz esse poema para desconectar,
dei uma passo, mas tudo se começa conectado,
soltando as amarras de dentro para fora,
no sentido contrário,contra!
no ventre da mãe é que se conhece a vida,
verdadeira vida,
espero ser parido ou cuspido
à maneira dos videos pôrnos excluídos,
quem sabe assim sou fruto,
e cresço fora feito um cacto
quem sabe assim eu mudo!
para tentar ouvir os grilos pela manhã,
voltar a ouvir a bossa que voa pela perimetral.
Vamos desligar todos os roteadores e
ouvir o som dos carroceis e da gritaria jogando queimado...
quem sabe há alguma música na borboleta,
no fim das contas,
as asas devem ter algum som que saia vida,
algum tom...
Sabe-se ao certo que todos estão intimaligados,
mas há laços sem verdade,
pessoas contando as mesmas histórias,
sem saber ao certo para quem,
sujos de companhia,
o homem compartilha paixão sem calor.
Deixa eu desligar a Tv, só por hoje,
a tarde deixa um beijo da estrela mais apagada,
carente de meus olhos,
ela brilha meu nome.
Aponta a fábula que sussurra crônicas no caminho.
Tornam-se meus amigos, ao parar ao lado; ao meu lado, os passos
do silêncio...
e rezo para ele...
peço para continuar ali,
esperando esse coisa louca acabar,
esperando para entrar em mim e se espalhar...
É preciso formatar,
é o tempo que eu tenho para ver a minha mãe rindo para mim,
ou da minha vó dizendo boa tarde, mais de três vezes.
Logo depois seremos parte... de uma coisa só: Passado sem registro ou
algo tatuado na batata do universo?!
Ser mais eterno do que já sou!
Que bom andar pelas ruas de Ricardo na madrugada,
só há o aceno das lâmpadas apagadas e os postes
fingindo me aceitar com mais vida que eles,
Ali sou um povo e um cansaço,
ali antes do wi-fi e longe dos elevadores mal consertados,
os cabos se alimentam da minha esperança de conexão,
mas estou alheiado,
perto de algum lugar, presença de perdido
entre lá e o led verde.
Faltou luz e eu fiquei sem razão... um dia...
dei por mim que tudo estava fora,
meu pensamento,
meu sonho,
meu sossego,
meu pensamento.
Onde estava a luz??
Meu corpo funciona em trevas, e
há vida em mim.
O escuro fez de mim uma estrela,
não um sol conhecido, mas
alguma força pulsando...diferente
da tensão alternada que
se impos em casa.
logo depois,
voltei aos cegos, mas fingia que não via.
Se vem alguma coisa,
deixo a aqui por um minuto e faço dela
algo meu,
saio e não salvo,
deleto sem dor,
algo será marcado,e
vai estar nas bolas castanhas,
Vai haver muita coisa,
e sem blakout para suportar.
O enterro será às exatas forras
de sinuca ou de buraco,
de beijos compromissados com os cantos,
de verdades mal formuladas ou
mentiras entreditas na décima batida eletrônica...
algo progressivo cai e sobe feito uma tambor, meu coração agradece
ter ouvidos!
eu sei que tudo é um sonho,por isso cada vez mais
preciso estar ligado,
porém fiz esse poema para desconectar,
dei uma passo, mas tudo se começa conectado,
soltando as amarras de dentro para fora,
no sentido contrário,contra!
no ventre da mãe é que se conhece a vida,
verdadeira vida,
espero ser parido ou cuspido
à maneira dos videos pôrnos excluídos,
quem sabe assim sou fruto,
e cresço fora feito um cacto
quem sabe assim eu mudo!
terça-feira, 25 de junho de 2013
Dia ruim
Hoje o café não foi bom
e nem a banda larga funcionou,
... pensamentos grandes demais para postar...
eram gigantes dando voltas e voltas e vindas
e batendo no céu da boca e
voltando e
vindando
À mesa estou com essa xícara e sem as minhas amigas-
os três cafés aromatizam
a conversa, e no fim acabamos por sorrir vigor e liberdade,
é sempre um momento impreganado dos mais belos clichês,
a vida forte tem de ser banal-
Sinto falta delas como eu sinto falta do café que acabo de findar
Hoje o dia está sem base para ser feliz,
mas está artístico,
tristemente...
tantas pessoas falando
e a minha mente
se ilude e acha que não
está só,
Ela não está, mas eu, sim.
Sitiado de sinapses em vão e
e fechado para qualquer lugar,
sem internet,
sem desejo,
com memória,
estas grades que irão derreter quando eu morrer,
toda vez que as toco, sinto a eletricidade
do passado percorrendo as marcas na alma.
Quero outro café, mas só me sobraram 25 centavos.
Escreveria mais dois poemas que ficariam iguais a esse,
lentos, desgastados e sisudos
Sinto apenas que o dia de hoje
não é mais um,
é um a menos,
não comecei ganhando.
Perdi o café,
as amigas
e o controle,
fui de um fluxo a outro
até não sentir mais a cafeína aqui, me trazendo
me dizendo as inúmeras palavras de certeza
Se envelhecerei as 24 horas,
não saberei,
a morte vai apontar no horizonte,
virá o café dessas horas, derramando
em tudo que não vingou,
assim o dia toma o seu café,
assim eu fecho o meu mau dia.
e nem a banda larga funcionou,
... pensamentos grandes demais para postar...
eram gigantes dando voltas e voltas e vindas
e batendo no céu da boca e
voltando e
vindando
À mesa estou com essa xícara e sem as minhas amigas-
os três cafés aromatizam
a conversa, e no fim acabamos por sorrir vigor e liberdade,
é sempre um momento impreganado dos mais belos clichês,
a vida forte tem de ser banal-
Sinto falta delas como eu sinto falta do café que acabo de findar
Hoje o dia está sem base para ser feliz,
mas está artístico,
tristemente...
tantas pessoas falando
e a minha mente
se ilude e acha que não
está só,
Ela não está, mas eu, sim.
Sitiado de sinapses em vão e
e fechado para qualquer lugar,
sem internet,
sem desejo,
com memória,
estas grades que irão derreter quando eu morrer,
toda vez que as toco, sinto a eletricidade
do passado percorrendo as marcas na alma.
Quero outro café, mas só me sobraram 25 centavos.
Escreveria mais dois poemas que ficariam iguais a esse,
lentos, desgastados e sisudos
Sinto apenas que o dia de hoje
não é mais um,
é um a menos,
não comecei ganhando.
Perdi o café,
as amigas
e o controle,
fui de um fluxo a outro
até não sentir mais a cafeína aqui, me trazendo
me dizendo as inúmeras palavras de certeza
Se envelhecerei as 24 horas,
não saberei,
a morte vai apontar no horizonte,
virá o café dessas horas, derramando
em tudo que não vingou,
assim o dia toma o seu café,
assim eu fecho o meu mau dia.
domingo, 23 de junho de 2013
Só amanhã
Quando eu acordar amanha quero
um beijo
e
uma vontade...
Se sorte for grande
vou querer um
bombom de chocolate
recheado de sonhos
do carinho dos meus cachorros
e de uma esperança que só
se tem ao acordar-se bem
de um ontem onde o coração
gargalhou além
da felicidade, do dia a dia anil,do presente na mão:
o som chegou por vias sobrenaturais e fui feliz inexplicavelmente,
apenas feliz nas áreas ocultas de mim.
Abrirei os olhos e estarei vivo, surpreso, preso e só,
Mas há, e há
uma tremenda exatidão sem limites,
ao levantar haverá mais
fontes de energia que
o amor entre o sonho e o
realizado.
um beijo
e
uma vontade...
Se sorte for grande
vou querer um
bombom de chocolate
recheado de sonhos
do carinho dos meus cachorros
e de uma esperança que só
se tem ao acordar-se bem
de um ontem onde o coração
gargalhou além
da felicidade, do dia a dia anil,do presente na mão:
o som chegou por vias sobrenaturais e fui feliz inexplicavelmente,
apenas feliz nas áreas ocultas de mim.
Abrirei os olhos e estarei vivo, surpreso, preso e só,
Mas há, e há
uma tremenda exatidão sem limites,
ao levantar haverá mais
fontes de energia que
o amor entre o sonho e o
realizado.
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Crime
Eis a fonte de toda
uma vida
seguida de cortes e
fagulhas,
acaba-se e vive-se
de novo...
de novo...
de novo...
É dor continuada,
nunca a mesma.
Há sempre uma grama
onde pisar,
mas o primeiro é barro,
rocha,
carvão em brasa.
Eis a força de um início,
de outras mais poderosas,
o peso do granizo antes do furacão,
a batida na porta e o coração
em suspense!
Pena que não volta,
os olhos da criança vendo os prédios da Presidente Vargas
eram eu,hoje não passam de concreto, diferentes da minha casa.
Eis a fotografia de um sonho
amarelando no rodar de tantas
memórias,
mas o fogo permiti-se sempre por aparecer.
...Um dia só verei a imagem de longe dele...
desse amor primário,
preso no calabouço
no lugar onde já estive livre.
uma vida
seguida de cortes e
fagulhas,
acaba-se e vive-se
de novo...
de novo...
de novo...
É dor continuada,
nunca a mesma.
Há sempre uma grama
onde pisar,
mas o primeiro é barro,
rocha,
carvão em brasa.
Eis a força de um início,
de outras mais poderosas,
o peso do granizo antes do furacão,
a batida na porta e o coração
em suspense!
Pena que não volta,
os olhos da criança vendo os prédios da Presidente Vargas
eram eu,hoje não passam de concreto, diferentes da minha casa.
Eis a fotografia de um sonho
amarelando no rodar de tantas
memórias,
mas o fogo permiti-se sempre por aparecer.
...Um dia só verei a imagem de longe dele...
desse amor primário,
preso no calabouço
no lugar onde já estive livre.
quarta-feira, 29 de maio de 2013
E a vida continua
Havia um garoto no ponto
sorriu que na prova tinha mais um ponto
do nada começou a gritar de dor com a abertura de um ponto
Sua mãe presentiu deseperada deixou a comida passar do ponto
a figura do menino aparentava uma foto como um ponto
a mãe grávida perdeu o onibus que não parou no ponto
o menino se cuidava não entendia a dor nunca esquecia um ponto
fim e o começo de uma reta existe um ponto
e a vida deixou-se de ser virou um morto ponto
a mãe não acreditava na morte provacada por um ponto
O óbito mal escrito não tinha ponto
a mãe após o parto sentia dor sentia um ponto
a criança não lembrava o filho que morreu no ponto
...
quinta-feira, 16 de maio de 2013
Ipoema-te
vi o seu perfil
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O que tem para hoje?
Hoje eu fiquei sem tempo para música e
eu envelheci kilômetros sem desejos.
##fim da conversa
eu envelheci kilômetros sem desejos.
##fim da conversa
bricadeira de criança
A boneca
está cheia de sêmen e sangue socado,
seu rosto branco esconde cicatrizes,
cortina de mãos,
pedaços de cuspes,
calcinhas rasgadas nas paredes,
sexo.
é apenas
boneca,
brincado, brincado,tampando,tampada,silenciando...
os sonhos,
mas é apenas
boneca calada,calada,sem sonho,sem sonho,sem pano,
pelada,
de mamãe,correndo,orando,
sem Deus,
fudida,sem amor, tentando
brincar no canto,
o tempo,
infância,
chorando.
SEM CHORO!
-papai chegou! Cadê a minha bonequinha?
está cheia de sêmen e sangue socado,
seu rosto branco esconde cicatrizes,
cortina de mãos,
pedaços de cuspes,
calcinhas rasgadas nas paredes,
sexo.
é apenas
boneca,
brincado, brincado,tampando,tampada,silenciando...
os sonhos,
mas é apenas
boneca calada,calada,sem sonho,sem sonho,sem pano,
pelada,
de mamãe,correndo,orando,
sem Deus,
fudida,sem amor, tentando
brincar no canto,
o tempo,
infância,
chorando.
SEM CHORO!
-papai chegou! Cadê a minha bonequinha?
A bala
é
cinza,
dura,
seca,
mortal,
reta,
certeira,
rasteira,
pontual,
aparecida,
pontiaguda,
apertada,
parábola,
aprisionada,
bélica,
total,
tencionada,
fixada,
degustada,
azeda,
úmida,
apreendida,
recebida,
aceita,
doce,
azul,
simples,
sossegada,
bem-vinda
ao
coração de um indigente.
cinza,
dura,
seca,
mortal,
reta,
certeira,
rasteira,
pontual,
aparecida,
pontiaguda,
apertada,
parábola,
aprisionada,
bélica,
total,
tencionada,
fixada,
degustada,
azeda,
úmida,
apreendida,
recebida,
aceita,
doce,
azul,
simples,
sossegada,
bem-vinda
ao
coração de um indigente.
sábado, 11 de maio de 2013
terça-feira, 23 de abril de 2013
Fresta
Pequena abertura
que me acorda,
me dá mais vida
para os segundos anunciarem que devo cochilar.
me dá mais vida
para os segundos anunciarem que devo cochilar.
Perto do lançar estreito,
onde
onde
pessoas e coisas são pequenos,
observo como se clareia
o tubo da Tv e como se desmonta a revolução de um blackout.
A fresta faz relaxar as paixões
das horas seguintes,
observo como se clareia
o tubo da Tv e como se desmonta a revolução de um blackout.
A fresta faz relaxar as paixões
das horas seguintes,
mas aponto para a saudade na minha cama...
esta que me promete que o logo, logo será longo...
esta que me promete que o logo, logo será longo...
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Sem título para dá nó aos caminhos da poesia que perdi,
Não sei por onde começar, o chão seco levanta uma sujeira
de tanto caminhar
Me ajuda!!!! Se não escrever, posso deixar de respirar a vida
que um dia daria a mim mesmo
o sono já vem em um túnel e dois carros com destino para o céu.
palavras tão soltas
que se amarram apenas na tela do computador
postagem
Não sei por onde começar, o chão seco levanta uma sujeira
de tanto caminhar
Me ajuda!!!! Se não escrever, posso deixar de respirar a vida
que um dia daria a mim mesmo
o sono já vem em um túnel e dois carros com destino para o céu.
palavras tão soltas
que se amarram apenas na tela do computador
postagem
quinta-feira, 28 de março de 2013
Para A.A.
O som da sua voz me acorda
de um pensamento vazio
a minha paz está controlada
pelo timbre de cada sua palavra
O que me encanta é o que você é pra mim
dizendo sim, pra eu nunca desisitir
Não existe um mundo triste perto do que você é pode fazer
e faz...
traços de amor como tatuagem indolor na minha pele,
deixa desenhos sem formas, de movimentos leves com seus
beijos de êxtases breves
e faz...
dos dias surpresas indizíveis que só nós dois podemos
entender
faz...
da ternura dos seus olhos sensíveis
a melhor maneira de nunca te esquecer
Não deixemos nos perder
na vertigem do tempo, como tolos
Nós sabemos amar como somos
até o fim dom infinito acontecer...
Até que o nosso amor se perca no ontem
( Era uma carta perdida, devo ter escrito isso por volta dos meus 22 anos)
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Indo para casa
Vi um homem que
parecia nada perplexo e
ele está no meio da voz
sobre repetidas coisas sem frutos.
Conseguiu falar " Napoleão Bonaparte",
por um acaso depreende a força das palavras?
Falou o hino entoado
pelas crianças cheias de sono.
A meia luz do ônibus
iluminou a breve história de seus lábios ao cansaço
de uma vida casca.
Os olhos não chegavam,
por causa de mais uma semana de tijolos e do fogo
anulado da palavra.
E pelo visto anda,
há marcas de pés que
querem o nosso bem,
Esse homem tem certeza que
nos dão a liberdade, idêntica a de um
trem.
Não há medo e ele fica pleno
na sombra de um espaço ínfimo.
Pássaro voando na miragem
de quem sabe um dia,
a harmonia desse homem encanta
qualquer malabarista.
Catam-se , eternamente mal,
restos de pensamentos,
lixo dos dias vazios para comer,
sonha-se na vela apagada,
bebem-se as 12 horas de uma vez
e quem sabe dançar a foda da desnutrição.
Desce do ônibus e ergue a mão ao motorista,
Mas se Sabe que seria
o mesmo gesto para deus.
É uma corcunda
que atravessa a rua.
Quase é atropelada
pela inexistência de quem o chama pelo nome.
Tem uma família e eu tenho a minha.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Desvelamento
Taí o mistério,
desloca-se
secando infinitamente respostas.
Vale tapa, susto
que não me leva seguro,
reflexo nem sempre proveitoso,
pois há mais buracos a entrar do que a sair.
Eis você,unilateral modo de estar pulsando,
um orgão novo e o principal, onde
o terror das palavras não ditas
bane a casa na parte de cima de uma esquina esquecida,
lá estão as duvidas, concretas como um bom incenso...
Não sei como atingir o desconhecido mais claro por agora, sei que
você é parte de um tempero novo de origem estrangeira, que deixa gostoso
os dias de um crepúsculo raro.
só é mistério
A água muda de fase no meu corpo quando
questionam-me:
Ir ou deixar? deixar é fácil...
As flores morrem, a cama se desfaz,o nada é o vazio de fronteiras.
Ir é ter fé,é um fim.E tudo acontece
enquanto
desloca-se
secando infinitamente respostas.
Vale tapa, susto
que não me leva seguro,
reflexo nem sempre proveitoso,
pois há mais buracos a entrar do que a sair.
Eis você,unilateral modo de estar pulsando,
um orgão novo e o principal, onde
o terror das palavras não ditas
bane a casa na parte de cima de uma esquina esquecida,
lá estão as duvidas, concretas como um bom incenso...
Não sei como atingir o desconhecido mais claro por agora, sei que
você é parte de um tempero novo de origem estrangeira, que deixa gostoso
os dias de um crepúsculo raro.
só é mistério
A água muda de fase no meu corpo quando
questionam-me:
Ir ou deixar? deixar é fácil...
As flores morrem, a cama se desfaz,o nada é o vazio de fronteiras.
Ir é ter fé,é um fim.E tudo acontece
enquanto
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Insistência
Só por hoje, odeio as coisas sensíveis,
pois o meu olhar é feito de seu diamante negro,
que
brilha com desdém de estrelas para com
a terra.
Mesmo assim, te mantenho no Brasil recém-descoberto
ao tentar esquecer a recusa de sua mão.
Curto demais a sua invenção de sorrir as matas frescas
no tempo em que existiam páginas e grafites...
Pela pedra eu te amo,
e com você estou só nas noites iluminadas
de Iemanjá.
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
Depósito
Devo passar por lá,
esquentar os tamborins do meu coração,
realizados de samba e luz como as provas que tenho
de uma noite carioca.
Não espero por um beijo, mas me preparo
para a minha folia presente na cerveja atmosférica.
Em alguns momentos antes de chegar, escuto o som da lapa
feito o surdo alimentante dos paetês verdes da minha fantasia de vontade.
Espero que no copo, tenha ali a mais bela marchinha da minha vida da minha hora,
Quero que o rio me abrace quando tocar “ Água mineral”,
E se puder ainda por ali um amor de carnaval...
domingo, 3 de fevereiro de 2013
Não
Caiu
fazendo ondas de silêncio
que não esperava.
Tinha a fome de um rio banido
que não cessa enquanto não haver limite.
Aguentei sem ter forças,
sorri sem forma e
falei de inspiração ausente que não brilha
mais na cabeça de um homem.
Foi.
Assim que explicado não tinha mais
função.
A fonética dói, o som em próprio sentido,
no segundo que nem deveria ter existido.
O que fica agora são borrões de poeira da rua.
Essa novidade inclusa
no vidro do porta-retrato.
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
In box
Bom dia!
tudo bem?!
e o amor?
já acordou
com alguma msg
do vento,
do beijo mandado via e-mail das folhas.
Aquelas caídas, delicadas pelo chão,
de uma árvore,
que voaram em paixões contemporâneas,
para ,na sua sala,
fazer um tapete
de pensamentos?
Em vão, ele até pode
desacreditar na sua recepção,
mas seu coração é amante,
em segredo,
das lembranças compartilhadas
do seus olhos vagantes
debaixo daquela árvore
no fim de tarde
em um pc.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Fronteira inútil
Ovos fedem
à margem de uma fossa ao sol aberto.
Patas perdidas assimilam
a cor verde e amarela,
para ensaiar o branco, não como em Oxalá.
A neve esfriou a hidrogênio
a mente,
antes de eu mesmo escutar,
em cortes coloridos
propagados.
Ondas e moinhos
paralisam argumentos ,
só há contemplação...
tudo tem cara do outro
lado,
atravessar é preciso,
aqui não se tem
a cara...
Presentes deixados em buraco no barraco
simulam uma noite.
O tiro, uma promessa, uma barba escrita
de distante gelo,
Pago para ser trevas um dia,
O amor é dinheiro em bolsas ocas.
A Casa está quente e vazia,
feito o espaço dos carrinhos roubados
sonhados na infância.
O calor é a minha identidade
de trópico,mas insistem
proteger a garganta
do chão que pisam.
Dos trabalhos saiam desejos
que nunca seriam.
Eu estava pardo.
Ex-brasileiro, um dia...
num País de dia 31 e Pinheiros sem alma
com luzes cegantes
ao meu Brado.
à margem de uma fossa ao sol aberto.
Patas perdidas assimilam
a cor verde e amarela,
para ensaiar o branco, não como em Oxalá.
A neve esfriou a hidrogênio
a mente,
antes de eu mesmo escutar,
em cortes coloridos
propagados.
Ondas e moinhos
paralisam argumentos ,
só há contemplação...
tudo tem cara do outro
lado,
atravessar é preciso,
aqui não se tem
a cara...
Presentes deixados em buraco no barraco
simulam uma noite.
O tiro, uma promessa, uma barba escrita
de distante gelo,
Pago para ser trevas um dia,
O amor é dinheiro em bolsas ocas.
A Casa está quente e vazia,
feito o espaço dos carrinhos roubados
sonhados na infância.
O calor é a minha identidade
de trópico,mas insistem
proteger a garganta
do chão que pisam.
Dos trabalhos saiam desejos
que nunca seriam.
Eu estava pardo.
Ex-brasileiro, um dia...
num País de dia 31 e Pinheiros sem alma
com luzes cegantes
ao meu Brado.
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