quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Indo para casa
Vi um homem que
parecia nada perplexo e
ele está no meio da voz
sobre repetidas coisas sem frutos.
Conseguiu falar " Napoleão Bonaparte",
por um acaso depreende a força das palavras?
Falou o hino entoado
pelas crianças cheias de sono.
A meia luz do ônibus
iluminou a breve história de seus lábios ao cansaço
de uma vida casca.
Os olhos não chegavam,
por causa de mais uma semana de tijolos e do fogo
anulado da palavra.
E pelo visto anda,
há marcas de pés que
querem o nosso bem,
Esse homem tem certeza que
nos dão a liberdade, idêntica a de um
trem.
Não há medo e ele fica pleno
na sombra de um espaço ínfimo.
Pássaro voando na miragem
de quem sabe um dia,
a harmonia desse homem encanta
qualquer malabarista.
Catam-se , eternamente mal,
restos de pensamentos,
lixo dos dias vazios para comer,
sonha-se na vela apagada,
bebem-se as 12 horas de uma vez
e quem sabe dançar a foda da desnutrição.
Desce do ônibus e ergue a mão ao motorista,
Mas se Sabe que seria
o mesmo gesto para deus.
É uma corcunda
que atravessa a rua.
Quase é atropelada
pela inexistência de quem o chama pelo nome.
Tem uma família e eu tenho a minha.
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