Eu fiz esse poema para desconectar,
para tentar ouvir os grilos pela manhã,
voltar a ouvir a bossa que voa pela perimetral.
Vamos desligar todos os roteadores e
ouvir o som dos carroceis e da gritaria jogando queimado...
quem sabe há alguma música na borboleta,
no fim das contas,
as asas devem ter algum som que saia vida,
algum tom...
Sabe-se ao certo que todos estão intimaligados,
mas há laços sem verdade,
pessoas contando as mesmas histórias,
sem saber ao certo para quem,
sujos de companhia,
o homem compartilha paixão sem calor.
Deixa eu desligar a Tv, só por hoje,
a tarde deixa um beijo da estrela mais apagada,
carente de meus olhos,
ela brilha meu nome.
Aponta a fábula que sussurra crônicas no caminho.
Tornam-se meus amigos, ao parar ao lado; ao meu lado, os passos
do silêncio...
e rezo para ele...
peço para continuar ali,
esperando esse coisa louca acabar,
esperando para entrar em mim e se espalhar...
É preciso formatar,
é o tempo que eu tenho para ver a minha mãe rindo para mim,
ou da minha vó dizendo boa tarde, mais de três vezes.
Logo depois seremos parte... de uma coisa só: Passado sem registro ou
algo tatuado na batata do universo?!
Ser mais eterno do que já sou!
Que bom andar pelas ruas de Ricardo na madrugada,
só há o aceno das lâmpadas apagadas e os postes
fingindo me aceitar com mais vida que eles,
Ali sou um povo e um cansaço,
ali antes do wi-fi e longe dos elevadores mal consertados,
os cabos se alimentam da minha esperança de conexão,
mas estou alheiado,
perto de algum lugar, presença de perdido
entre lá e o led verde.
Faltou luz e eu fiquei sem razão... um dia...
dei por mim que tudo estava fora,
meu pensamento,
meu sonho,
meu sossego,
meu pensamento.
Onde estava a luz??
Meu corpo funciona em trevas, e
há vida em mim.
O escuro fez de mim uma estrela,
não um sol conhecido, mas
alguma força pulsando...diferente
da tensão alternada que
se impos em casa.
logo depois,
voltei aos cegos, mas fingia que não via.
Se vem alguma coisa,
deixo a aqui por um minuto e faço dela
algo meu,
saio e não salvo,
deleto sem dor,
algo será marcado,e
vai estar nas bolas castanhas,
Vai haver muita coisa,
e sem blakout para suportar.
O enterro será às exatas forras
de sinuca ou de buraco,
de beijos compromissados com os cantos,
de verdades mal formuladas ou
mentiras entreditas na décima batida eletrônica...
algo progressivo cai e sobe feito uma tambor, meu coração agradece
ter ouvidos!
eu sei que tudo é um sonho,por isso cada vez mais
preciso estar ligado,
porém fiz esse poema para desconectar,
dei uma passo, mas tudo se começa conectado,
soltando as amarras de dentro para fora,
no sentido contrário,contra!
no ventre da mãe é que se conhece a vida,
verdadeira vida,
espero ser parido ou cuspido
à maneira dos videos pôrnos excluídos,
quem sabe assim sou fruto,
e cresço fora feito um cacto
quem sabe assim eu mudo!

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