Eis a fonte de toda
uma vida
seguida de cortes e
fagulhas,
acaba-se e vive-se
de novo...
de novo...
de novo...
É dor continuada,
nunca a mesma.
Há sempre uma grama
onde pisar,
mas o primeiro é barro,
rocha,
carvão em brasa.
Eis a força de um início,
de outras mais poderosas,
o peso do granizo antes do furacão,
a batida na porta e o coração
em suspense!
Pena que não volta,
os olhos da criança vendo os prédios da Presidente Vargas
eram eu,hoje não passam de concreto, diferentes da minha casa.
Eis a fotografia de um sonho
amarelando no rodar de tantas
memórias,
mas o fogo permiti-se sempre por aparecer.
...Um dia só verei a imagem de longe dele...
desse amor primário,
preso no calabouço
no lugar onde já estive livre.

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