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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Fronteira inútil

Ovos fedem
à margem de uma fossa  ao sol aberto.
Patas perdidas assimilam
a cor verde e amarela,
para ensaiar o branco, não como em Oxalá.

A neve esfriou a hidrogênio
a mente,
antes de eu mesmo escutar,
em cortes coloridos
propagados.
Ondas e moinhos
paralisam argumentos ,
só há contemplação...
tudo tem cara do outro
lado,
atravessar é preciso,
aqui não se tem
a cara...

Presentes deixados em buraco no barraco
simulam uma noite.
O tiro, uma promessa, uma barba escrita
de distante gelo,
Pago para ser trevas um dia,
O amor é dinheiro em bolsas ocas.

A Casa está quente e vazia,
feito o espaço dos carrinhos roubados
sonhados na infância.

O calor é a minha identidade
de trópico,mas insistem
proteger a garganta
do chão que pisam.

Dos trabalhos saiam desejos
que nunca seriam.
Eu estava pardo.
Ex-brasileiro, um dia...
num País de dia 31 e Pinheiros sem alma
com luzes cegantes
ao meu Brado.

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