A água preta saindo pela varanda está cheia
de crostas de tensões,
passam pelos meus dedos um rio que já petrificou certos dias.
O meu chão,
sentimento é mais,
fissuras e furos infindáveis,
sem falar nos afundamentos,inexplicáveis rasos ou profundos,
aceitos de bom grado nas minhas mãos.
Mas e a felicidade?Nunca esteve aqui?
Se não me engano,
ela comeu um pedaço de chocolate,
até te pediu perdão,mas você ficou de pensar.
Ainda teve tempo de
investir em esperança.
Deixou,ali para você pescar, pedaço poético ficando eternamente,
inovando no alivio de uma compreensão...
Ela disse que as reflexões podem caminhar para loucura
e rezas, para descrença,mas que você ainda pode
ficar por aqui.
Ela é deste mundo e brinda os dois blocos
que separam você nesse instante.
Agora, vejo que a água clara é uma beleza,
torna o debaixo dos atos humanos transparentes como
o meu desejo de me pragmatizar num carnaval,
tanto que já é hora dos fogos.
Desperto a certeza de um abraço
de uma criança no sonho a ser realizar,
não basto sendo só eu, expandir-me
rompendo as regras do dia e da noite,
com a vontade de beijar o diante,
o medo e o sorriso.
Sejam aceitos a partir de agora,
a alma está pronta ao tempo que
o beijo roubado é edificante.
vou lá , vou ser feliz
tenho o momento de uma fábula para viver,
A realidade nunca vai estar a minha altura, mas ela
não é rara.
Ela é apenas poesia.

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