Existe um silêncio
que deve ser feito.
antes de a festa iluminar os
cantos.
Não quero ver a dimensão,
deixa eu bater a cabeça no limite onde
a surpresa é arisca.
Fico feliz em sentir que
as boas novas sabem voar durante as
pausas de cada nota de uma música,
que chega e se instala no tempo
que não paro de pensar.
E ali,fica um pacote embrulhado
que nem eu mesmo sei.
Espero a hora de abri-lo,
mais uma porta da ansiedade que
não mata, mas que na veia sucumbe a razão.
Por isso temo torrar a poesia antes da vida das coisas,
não quero ornar o caminho, o alvo ainda não está claro,
mas eu encontro o céu nublado tão lindo
que a luz a essas horas não importa.
Assim,deixo a candura se aconchegar,sorrateira
pela brisa...quando ando pela rua.
Na minha pele só existe um mapa
e o tesouro está guardado da mesma forma que me encontrou.

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