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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Indo para casa


Vi um homem que
parecia nada perplexo e
ele está no meio da voz
sobre repetidas coisas sem frutos.
Conseguiu falar " Napoleão Bonaparte",
por um acaso depreende a força das palavras?
Falou  o hino entoado
pelas crianças cheias de sono.
A meia luz do ônibus
iluminou a breve história de seus lábios ao cansaço
de uma vida casca.
Os olhos não chegavam,
por causa de mais uma semana de tijolos  e do fogo
anulado da palavra.

E pelo visto anda,
há marcas de pés que
querem o nosso bem,
Esse homem tem certeza que
nos dão a liberdade, idêntica a de um
trem.
Não há medo e ele fica pleno
na sombra de um espaço ínfimo.
Pássaro voando na miragem
de quem sabe um dia,
a harmonia desse homem encanta
qualquer malabarista.
Catam-se , eternamente mal,
restos de pensamentos,
lixo dos dias vazios para comer,
sonha-se na vela apagada,
bebem-se as 12 horas de uma vez
e quem sabe dançar a foda da desnutrição.

Desce do ônibus e ergue a mão ao motorista,
Mas se Sabe que seria
o mesmo gesto para deus.
É uma corcunda
que atravessa a rua. 
Quase é atropelada
pela inexistência de quem o chama pelo nome.

Tem uma família e eu tenho a minha.



segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Desvelamento

Taí o  mistério,
desloca-se
secando infinitamente respostas.
Vale tapa, susto
que não me leva seguro,
reflexo nem sempre proveitoso,
pois há mais buracos a entrar do que a sair.
Eis você,unilateral modo de estar pulsando,
um orgão novo e o principal, onde
o terror das palavras não ditas
bane a casa na parte de cima de uma esquina esquecida,
lá estão as duvidas, concretas como um bom incenso...
Não sei como atingir o desconhecido mais claro por agora, sei que
você é parte de um tempero novo de origem estrangeira, que deixa gostoso
os dias de um crepúsculo raro.

 só é mistério

A água muda de fase no meu corpo quando
questionam-me:
Ir ou deixar? deixar é fácil...
As flores morrem, a cama se desfaz,o nada é o vazio de fronteiras.

Ir é ter fé,é um fim.E tudo acontece
enquanto

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Insistência


Só por hoje, odeio as coisas sensíveis,
pois o meu olhar  é feito de seu diamante negro,
que
brilha com desdém de estrelas para com
a terra.
Mesmo assim, te mantenho no Brasil recém-descoberto
ao tentar esquecer a recusa de sua mão.
Curto demais a sua invenção de sorrir as matas frescas
no tempo em que existiam páginas e grafites...

Pela pedra eu te amo,

e com você estou só nas noites iluminadas
de Iemanjá.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Depósito


Devo passar por lá,
esquentar os tamborins do meu coração,
realizados de samba e luz como as provas que tenho
de uma noite carioca.
Não espero por um beijo, mas me preparo
para a minha folia presente na cerveja atmosférica.
Em alguns momentos antes de chegar, escuto o som da lapa
feito o surdo alimentante dos paetês verdes da minha fantasia de vontade.
Espero que no copo, tenha ali a mais bela marchinha da minha vida da minha hora,
Quero que o rio me abrace quando tocar “ Água mineral”,
E se puder ainda por ali um amor de carnaval...

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Não



Caiu
fazendo ondas de silêncio
que não esperava.
Tinha a fome de um rio banido
que não cessa enquanto não haver limite.
Aguentei sem ter forças,
sorri sem forma e
falei de inspiração ausente que não brilha
mais na cabeça de um homem.

Foi.

Assim que explicado não tinha mais
função.
A fonética dói, o som em próprio sentido,
no segundo que nem deveria ter existido.
O que fica agora são borrões de poeira da rua.
Essa novidade inclusa
no vidro do porta-retrato.