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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Bem vindo


A água preta saindo pela varanda está cheia
de crostas de tensões,
passam pelos meus dedos um rio que já petrificou certos dias.
O meu chão,
sentimento é mais,
fissuras e furos infindáveis,
sem falar nos afundamentos,inexplicáveis rasos ou profundos,
aceitos de bom grado nas minhas mãos.

Mas e a felicidade?Nunca esteve aqui?
Se não me engano,
ela comeu um pedaço de chocolate,
até te pediu perdão,mas você ficou de pensar.
Ainda teve tempo de
investir em esperança.
Deixou,ali para você pescar, pedaço poético ficando eternamente,
inovando no alivio de uma compreensão...

Ela disse que as reflexões podem caminhar para loucura
e rezas, para descrença,mas que você ainda pode
ficar por aqui.
Ela é deste mundo e brinda os dois blocos
que separam você nesse instante.

Agora, vejo que a água clara é uma beleza,
torna o debaixo dos atos humanos transparentes como
o meu desejo de me pragmatizar num carnaval,
tanto que já é hora dos fogos.

Desperto a certeza de um abraço
de uma criança no sonho a ser realizar,
não basto sendo só eu, expandir-me
rompendo as regras do dia e da noite,
com a vontade de beijar o diante,
o medo e o sorriso.

Sejam aceitos a partir de agora,
a alma está pronta ao tempo que
o beijo roubado é edificante.

vou lá , vou ser feliz
tenho o momento de uma fábula para viver,
A realidade nunca vai estar a minha altura, mas ela
não é rara.

Ela é apenas poesia.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Começo


Existe um silêncio
que deve ser feito.
antes de a festa iluminar os
cantos.
Não quero ver a dimensão,
deixa eu bater a cabeça no limite onde
a surpresa é arisca.
Fico feliz em sentir que
as boas novas sabem voar durante as
pausas de cada nota de uma música,
que chega e se instala no tempo
que não paro de pensar.
E ali,fica um pacote embrulhado
que nem eu mesmo sei.
Espero a hora de abri-lo,
mais uma porta da ansiedade que
não mata, mas que na veia sucumbe a razão.
Por isso temo torrar a poesia antes da vida das coisas,
não quero ornar o caminho, o alvo ainda não está claro,
mas eu encontro o céu nublado tão lindo
que a luz a essas horas não importa.
Assim,deixo a candura se aconchegar,sorrateira

pela brisa...quando ando pela rua.

Na minha pele só existe um mapa
e o tesouro está guardado da mesma forma que me encontrou.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Um dia, um romântico...


Alguma coisa me leva
para  ser tua barba,
mesmo que ande  pela floresta
escura,
mesmo que não veja nada,
com medo de não haver dia
que esclareça,
eu me deixo.
Te ver  foi a melhor coisa,
por que tua imagem e presença  são
melhores que só imagem.
Um leve toque pra sua atenção,
e haja conhecimento do teu corpo
sobre mim.
Tentativas,suspeitas e planos.
Isso é pesado demais para flutuar,
e eu preciso da sua mão tentando tocar a lua
para terminar de pintar
os desenhos em vermelho,
os traços mais inteligentes do seu rosto,
muros cercando a visão de mundo ruim.
E ainda com medo, te peço,
na alquimia dos meus sentimentos,
a sua novidade ao acordar pela manhã.
Pense em ficar.
Por mais que as dúvidas
nos separem em séculos,
eu dou meu peito
para que descanse durante a viagem
cujo percurso é a melhor sorte.
Deixo o hoje,
nomeado indizivelmente de teu nome
ecoando,
ainda,
e sem fundo,
no  lugar mais bonito que
o primeiro amor.