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segunda-feira, 30 de abril de 2012

Olhos inexplicáveis

Há olhos que dizem,
há outros que calam
e há seus que aprofundam.

Fico próximo à vertigem
em seus olhos que matam,
que para o céu empurram.

 Há olhos que pisam,
 há outros que enaltecem
 e há seus que divinizam.

 E neste pedaço de Terra,
 o poder dos seus olhos
 faz meus passos seus territórios.

Há muitos que amargam,
há outros que dulcificam
e os seus que me balsamizam.

Como é bom enriquecer
em teu olhar, pois os males empobrece
feito prece.

Há muitos olhos,
há olhos especiais,
há os seus...

Sua iris traz aconchego,
e onde amor traz o caos
faço seus olhos travesseiro.

Há uns de verdade,
há outros mentirosos
e os seus de Arte.

Quanta paisagem
no infinito enigma desse globo
que me permite ser um poeta pouco.

Há olhos felizes,
há outros certos
e há os seus, sublimes.

Há você em tudo,
seu olhar pinta minha
visão de mundo.

Há seus olhos sem fim,
inexplicáveis poesias
nascidas em mim.

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