Há olhos que dizem,
há outros que calam
e há seus que aprofundam.
Fico próximo à vertigem
em seus olhos que matam,
que para o céu empurram.
Há olhos que pisam,
há outros que enaltecem
e há seus que divinizam.
E neste pedaço de Terra,
o poder dos seus olhos
faz meus passos seus territórios.
Há muitos que amargam,
há outros que dulcificam
e os seus que me balsamizam.
Como é bom enriquecer
em teu olhar, pois os males empobrece
feito prece.
Há muitos olhos,
há olhos especiais,
há os seus...
Sua iris traz aconchego,
e onde amor traz o caos
faço seus olhos travesseiro.
Há uns de verdade,
há outros mentirosos
e os seus de Arte.
Quanta paisagem
no infinito enigma desse globo
que me permite ser um poeta pouco.
Há olhos felizes,
há outros certos
e há os seus, sublimes.
Há você em tudo,
seu olhar pinta
minha
visão de mundo.
Há seus olhos sem fim,
inexplicáveis poesias
nascidas em mim.

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