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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

A vida é um mar de espelhos quebrados
Onde os homens tentam colar para achar a sua identidade
Tudo é feito de cacos de caos, partes de corpos mortos...
Por isso que Deus só está presente na morte,
E a raiva da vida é essa... largada e em pedaços

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Misantropo

O homem se vendeu a coisa pior que o Diabo
ele se vendeu ao nada,
sua alma ferve num mundo vazio,
esse vazio repleto de lucros sujos,
de cegueira humana, de aniliquilação... de si

Não deveria chorar, pois essas lágrimas
rasgam o meu rosto.
E elas são para os homens.Todos nós.

Não neguemos,as nossas ações são o fumo impuro da insconciência,
da demência gerenalizada, que uma lógica assassina instalou na nossa cabeça...

eu choro de tristeza de mim,perco o tempo,me sinto cinza pela poluição das palavras do hoje.Por que vejo o homem separando as coisas
numa metodologia cientifica que esquarteja crianças, partiociona a fome e faz em milhares e
isola o mundo
entre miseráveis e o Rico

Tudo está tão errado que então se deixa como certo?
Puro conservadorismo, puro delirio... pura vontade de Deus? demonio?

NÃO,NÃO,NÃO (CHORO)

INFELIZ HOMEM

sábado, 26 de novembro de 2011

Solfejo

Agora me bateu uma solidão,
um medo, um solfejo de uma lágrima...

Um espanto que dá na brisa,
e vira um vento.
Neste minuto me lamento.

Mas a rajada passa,
com a nota cantada,
e o resto é melodia
entre as horas reencarnadas...
Palavra?

A palavra
Narra o texto do mundo

Um signo
Em múltiplos

Do discurso ao absurdo.

ser indizível,
sendo universo em absoluto

ser milhões,
sendo oca para tudo

O que é a palavra?

domingo, 6 de novembro de 2011

Me basto como o azul basta o céu.
Me completo feito de 0 a 9.
Inteiro da raiz até as folhas.
Sou cíclico como um sim.

Agora vejo o inicio e o fim,
que até sento no porão,
que do sotão vejo os sonhos
esperando uma par solução.

imperfeito como um pronome,
sou a mais.
signo de mim mesmo,
ainda dúbio,
sou contexto inteiro.

Hoje é certo,
ontem, palco.
Estava com espelho
e aqui estou o agora,
exato no segundo.


livre e vento,
um lírio sem pudor,
incapaz de não amor,
de morrer e dor,

Assim,
me basto,
sendo um verso
contemplando o universo...

quarta-feira, 2 de novembro de 2011


Sinto a sombra,
é o passado que fica.
A noite que era dia
nos meus desconhcidos.

apronto um quarto
solitátio
e ,sorrateiro, me tranco e saio

Na rua me ensaio
na lua eu desmaio
e lá me esqueço

e teço
o sorriso feito
que de bobo faço a mim

ilusão é dar um fim
no que está dentro,
sendo mais infinto que eu.

Mas incauto,
derrubo a ponte,
me deixo.

e da ilha
me olho, o horizonte.
Cheio e longe de mim.
e mesmo assim sem me fugir.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Melado

Beijos são doces de acuçar
que caramelam a minha boca
de sua doçura.

As peles estalam,
os toques exalam,
a nossa loucura.

O ar se quebra
em pontas pontiagudas,
espeta pelas lacunas,
a perfeita entrega.

O beijo em fogo sai em mar,
que da sua alma desemboca
no meu corpo que depura.

e as estrelas falam,
os segundos param,
a nossa vida.

Feitos de amantes,
os lábios se cristalizam
em brotos diamantes
e os beijos geminam.

e não há fim
que dê fim,
nesse laço melado
de melaço de você e
de mim.

domingo, 9 de outubro de 2011

ponto


Em algum lugar existe um traço que liga
as minhas coisas a outras
que não são nada sem mim.

Tudo segue um rio nervoso, de pedras e mais pedras e ,mais pedras...
que concretizam o abstrato olhar do universo.

Só sei que sou um ponto e que sem isso não há cosmo
nada substitui tudo e tudo não pode ser substituído por tudo.
Um malha infinita de fatos que de átomo em átomo forma o ponto que há em mim.


domingo, 17 de abril de 2011

Feu,feu,feu, Meu , Minha

Teus olhos são olhos serenos

Que minha alma por ti caminha


Teu,teu ,teu, Seu, Sua

Boca eterniza os terrenos

Da minha face virada em lua


Mel,mel,mel, eu ,Tua

Pele cria o que seremos

Sem ter limites paredes e rua.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

A foto

eu tinha acordado de manhã para ver a praia que ficava a 15 minutos da minha casa.Eu só tomei um gole de café, coloquei a minha sunga preta e partir para o mar.O céu prometia arrebentar hoje e desejava realmente curtir o meu sol sozinho e tranquilo.As ondas batiam  como se fossem músicas no silêncio, a verdade era que eu nunca tinha sentido a brisa matinal que a praia oferecia.Abri o jornal que já tinha comprado no caminho e  que não consegui sequer ler a primeira pagina porque o dia começava tão lindo que preferi contemplar aquela paisagem.

Logo ali tinha uma senhora que tomava água de coco, o anil daquele dia tornava qualquer um alegre, mas ela parecia triste, uma fotografia bela e melancólica que soava até misteriosa naquele momento.Tudo tinha parado, meus olhos só queiram fitar cada movimento dela, eu queria vê-la,olhá-la e percebê-la como algo que fizesse parte mim, queria participar de sua tristeza, pois de seus olhos começavam sair lágrimas.Quis levantar, mas a vontade de ver acontecer matou o meu senso de caridade.Eu queria ver.

Ela acabou com a água e a deixou de lado ,tirou da bolsa uma foto que logo a brisa levou, a mulher levantou com uma certa dificuldade, conseguiu pegar a fotografia que ficou presa numa gafarra de cerveja e de pé continou a olhar para a foto,estava com traje bem praiano:canga azul com simbolos  indianos, a parte de cima de um biquini de cor azul mais forte , um chápeu e bolsa de palha.Aparentava ter entre 40 a 50 anos e tinha um rosto de que sempre transmite simpatia e mocidade, por isso que seus gestos lentos e carentes me deixavam curioso.

A tal senhora se voltou para o mar e uma nova brisa levou o chápeu, ela até tentou segurá-lo, mas que acabou indo ficar muito longe.Continou para o oceano,e agora de olhos fechados recebia mais uma rajada de vento que lhe fez esboçar um sorriso.Algo que eu definia como inerente às suas feições e no mesmo instante abriu os braços a ponto de reconhecer que ela segurava a leve ventania.

O som daquela manhã era único, a poesia cantada em silêncio. Parecia que aquele lugar era nosso, feito para entregar os cinco sentidos e morrer feliz.Assim que parou de ventar, endireitou a sua canga, olhou para trás, acho que era para ver se via o chápeu,mas sem sucesso.

Ainda com a foto na mão, ela a levou até a altura dos lábios e a beijou numa ternura que invejei e tirou da bolsa agora um papel dobrado.Ao redor, buscou algo com o olhar, até que insisitu na garrafa.A lavou com a água do mar, colocou dentro dela a foto e o papel e tampou com uma rolha que com dificuldade conseguiu fechar.

Nesse instante um vento muito forte quase arrancou sua canga, deixou a garrafa cair na areia e com uma gargalhada fechou os olhos, ela parecia sentir um extase naquele ambiente rico em detalhes naturais e pessoais.Ainda ventando,ela pegou a garrafa enterrada na areia e a jogou no mar e esperou sumir com águas.

Abaixou a cabeça e ainda vi algumas lágrimas cair.Começou a caminhar de volta para o calçadão quando um menino apareceu e lhe entregou o chápeu perdido,parecia ser seu neto, ela agachou e o abraçou com muito carinho até que o olhar dela se cruzou com o meu,uma intimidade passou por nós e, abraçando o garoto, ela acenou com a cabeça e eu retribui, depois , com ajuda do menino, levantou, apontou para o coco vazio que logo o menininho fez de bola  e de maõs dadas continuaram o caminho para fora da areia .

Eu vi ainda a garrafa flutuando , mas pensei que seria indiscreto saber que segredo alguém tinha com o mar.Isso até me suou estranho,então resolvi tentar ler a segunda linha do jornal.

 

 


sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

limite

As minhas paredes pedem para não vir comigo

Meus amigos, ao meu lado, me tornam sozinho

Minha raiva não cessa, mesmo que destrua seus caminhos



O nosso tempo morreu...



no dia em que eu sorri com a tristeza

toda a sua covardia de dizer que me ama

todas as mentiras ditas com certeza

todos os presentes feitos de lama.



hoje não tem cara de terminar

e meu amor parece que nunca vai acabar

te amar me destroi e me faz viver só pra você
onde os espelhos mostram os limites entre mim e você.

(baseado no olhar de uma amigo)