Sabe quando seus cachorros latem e
e não há ninguém?
Só fica o barulho dos carros,
feito as mesmas horas?
Pois é.
Os livros estão fechados com
a minha boca.
Meu coração está intermitente
na conexão com o lá fora.
E o cooler está mais vivo que eu,
roda a vida mecânica e pulsiona a escuridão.
Volto a acordar com a cabeceira
tremendo e uma pequena luz que irradia
meu corpo todo em verde.
A bateria descarregou sua vontade.
Sulcos seus marcaram-me
e os pneus imitam sua passagem em mim,
no asfalto.
O difícil é se dar conta de que vai durar,
pois está seco e qualquer possibilidade
canta chuva de verão.
Não vai haver lágrimas se também
não haver sinal.

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