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terça-feira, 27 de novembro de 2012

Frio da tarde


É desse clima que tenho medo!
Tudo fica com uma  única chance
...só friozinho que sonha em aquecer ...
nenhuma história para contar...
...não posso sair de casa feliz.
Isso ficou nada fácil feito matar mosquito que tenta viver as suas custas.
Cada vez mais flashes ficam e as felicidades suam com tentativas lágrimas de ficar.
Não há senão uma vontade
,apenas uma,
a vaga super concorrida para um sentimento.
Enquanto isso,entre os azulejos do meu chão,
meus pés testemunham
o vazio querendo aumentar.

domingo, 18 de novembro de 2012

Após promessa

Sabe quando seus cachorros latem e
e não há ninguém?
Só fica o barulho dos carros,
feito as mesmas horas?
Pois é.

Os livros estão fechados com
a minha boca.
Meu coração está intermitente
na conexão com o lá fora.
E o cooler está mais vivo que eu,
roda a vida mecânica e pulsiona a escuridão.

Volto a acordar com a cabeceira
tremendo e uma pequena luz que irradia
meu corpo todo em verde.

A bateria descarregou sua vontade.

Sulcos seus marcaram-me
e os pneus imitam sua passagem em mim,
no asfalto.

O difícil é se dar conta de que vai durar,
pois  está seco e qualquer possibilidade
canta chuva de verão.

Não vai haver lágrimas se também
não haver sinal.































Invasor


Consumação,
e como isso doi nas minhas articulações,
sem chance de movimentos.
O bom é que mais a frente eu nem vejo,
,mas o escuro já me acalmou,faz séculos.
Ai daquele que diz "está escrito",
O Tempo assim é crucificado, morto e sepultado,
e não há mais nada além dele que o justifique.

Já não quero sair da cama, ele ja invade
a casa,os cantos,as mobílias e o escuro.Escuto a madeira,passos?,sensações,
vultos... E como me enganei em não acreditar em certas coisas.
Nem tudo que se vê não existe.Como também nem tudo o que está parado,
está parado.É uma massa inominável que se joga na minha cara.

Se me perguntarei qual é o dia,mês e ano,
terem coragem de dizer a verdade ou minto igual o
calendário?

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Forca


Nossa que dia feio!
será que é reflexo de mim?!
Ando meio sem pressa,
sem ponto
meio poema inacabado
com ponta de lápis sem apontar.
Meio rio sujo, num curso que dá
na mitocôndria dos asmáticos.
Nem me dei conta de vida ao ver uma
formiga passar,
nem internet me sublima
como a um ninguém.
Será,Talvez, que sonhos virtuais seriam
bem vindos numa morte agora,
para acabar com esse clima patético de vida globalizada:
Somos feitos de colisões de tédios.
E o dia segue feio...
de naftalina,
cansado de mofo e de pingos torturados,
jogados alheios na Terra.
...segue sem amor,chato, de instantes estanques,
como o meu cursor que acompanha as batidas das porta e janelas
(mais algumas colisões).
que me movimenta
algo como corda, algo como fosso,algo como nó...

sábado, 10 de novembro de 2012

Poema compartilhado

A chuva cai bonita e serena.
Suas gotas querem ser mais bonitas que o sol.
acariciam a epiderme,
bebem o horizonte.
Por vezes limparam tristezas ensolaradas,
e se estão, hoje, no meu rosto,brilham.

(Bruno Peres e Victor Souto)

Laços sujos

Hoje só penso em me limpar!
A minha cabeça está suja:
"você é um merda"
Cagaram na parede.
"você é um merda"
Sua boca demanda credibilidade...
Seus gestos, a força de um pilar...
Sua raiva rompe as injustiças.
Você reconhece, de longe, a forca
que te preparam.
kkkkkkkkkkkkkkk!
"você é um merda"
Um relâmpago elimina qualquer possibilidade,
mas as palavras me tornam impossível!
A bandeira ,cujo significado é ser, tremula forte,
e a sua voz a deforma, não enxergo o que você diz.
"você é um merda"
Pena que não deu tempo para ver os
seus pés.
E sai sem apreço!
E sai no objetivo de apenas ser feliz,
Você acha que merece, é claro!
que se importa!
"Você é um Merda"

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

ainda Eu.

ele é uma tampa
no seu coração furado
sendo mais um perfil da sua rede de desconexões para esquecer um passado.

ele é um quadrado sem janela,
onde você se acomoda, come bem, transa e
maquia momentos como a pintura numa coisa oca.

ele sabe que você é um zumbi,
você está sedento pela novidade que não vem,
e acha que  tudo pode ser sonho para não pensar.
Pesadelo é virar humano.

ele é um cotidiano de surpresas, de presentes de natal.
É aquela meia dada para o pai, a agenda ou barra de chocolate no amigo oculto.
Quanta coisa ele pode trazer na mesmice da tentativa.

A chuva que você ouve de dentro do quarto,
seu respirar profundo, me faz estar ali.
Uma mão sobre seu peito e o travesseiro sobre um rosto.