Foda-se
a sintaxe
e sinta-se
sem
a sela
social.
Entrelinhas Cotidianas
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
sábado, 12 de abril de 2014
Entrelinhas
Perceber o escondido entre as suas falas
é assombrar-se em tesão de estrelas
e como saber de tanta coisa
nos escritos
ao longo de sua graça?
Ninguém sabe o vulcão aparente que sou,
mas as esperanças são labaredas
entregues todas de uma vez no coração
Só há mais felicidade
porque hoje acredito em você,
piso em pensamentos desenhados,
feito de pequenas saudades e sonhos
Saudades e sonhos... servem para não se perder nos meses
para não se perder na vontade
por onde não há como se agarrar
e eu me limito ao seu olhar
e eu me fundo ao que é escondido
terça-feira, 10 de setembro de 2013
Ao lado
Ando lado, mas pareço ereto
meu corpo tem de ser hétero
para o mundo torto.
Ao lado é além do porto,
sem farol de certeza,
que indica a tal natureza
esta fora do contorno.
Ai ando ao lado de um julgo normal,
uso máscara para esse irracional,
ver a decência,
mas a própria demência
se perde no seu corpo.
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
Casamento
...Mário e Raquel se conheceram na fila de um supermercado para comprar
um sorvete.Era verão, e o calor do tempo fez logo com que descobrissem
que eram vizinhos de Anchieta e de amor.Aos 16 anos começaram a conjugar
a vontade, firmaram o pacto de casar sob a lua tendo como testemunha o
sol.A graça dos dois era fugir dos outros sonhos daquela juventude:
funk, rola, pussy e postagem. Lá pelas
praças de Ricardo, os dois mantinham um encanto leve e não atreviam a
avançar, fosse pela educação evangélica de ambos, fosse pelo medo de
perder o namoro por alguma passada de mão desejada.O casal estava sempre
aos olhos da mãe de Raquel e, as vezes, pela inveja da mãe de Mário. Os
apaixonados estavam acima daquilo, do julgamento. Os ônibus, as luzes,
cheiro do óleo velho da batata frita e o resto dos humanos pagavam a
conta de que o casal ainda estava na Terra.
Um tiro venho perfurando o vento e construindo um novo tempo no peito de Mário. A boa rapidez escureceu a visão do rapaz. Alma ainda conseguiu cair aos braços de Raquel. O bairro cresceu em pessoas, os pais oravam e Raquel sem lágrimas esperando a outra bala chegar, e não chegou. Os dias tiveram poucas chances e o menino foi ter certeza de tudo e a Raquel sem a dele.
Mas foi pela janela ,de um momento de poucas vantagens, que ela viu o sol entrando pelo quarto e dando a lua que tanto sonhava.Pelos os olhos não se vinham , a partir do dado instante, a vida de forma. Se via a vida de sonho jorrando do seu peito, era mais amor, era o casamento.
Um tiro venho perfurando o vento e construindo um novo tempo no peito de Mário. A boa rapidez escureceu a visão do rapaz. Alma ainda conseguiu cair aos braços de Raquel. O bairro cresceu em pessoas, os pais oravam e Raquel sem lágrimas esperando a outra bala chegar, e não chegou. Os dias tiveram poucas chances e o menino foi ter certeza de tudo e a Raquel sem a dele.
Mas foi pela janela ,de um momento de poucas vantagens, que ela viu o sol entrando pelo quarto e dando a lua que tanto sonhava.Pelos os olhos não se vinham , a partir do dado instante, a vida de forma. Se via a vida de sonho jorrando do seu peito, era mais amor, era o casamento.
sábado, 3 de agosto de 2013
Zona de desconforto
Apoderou-se o
vento sem palavras
e o susto de ocasiões,
tanto que
o virar de uma esquina
agora tornou-se um território
hostil.
As coisas mais simples e
derradeiras que via da via,
até cotidianas,
agora são espectáculos
onde há minas retirantes
da razão.
Pisei, quando falou!
levou tudo que pudesse ser identificado,
até o abstrato que podia sentir,
a permanência solta,
a inerência das coisas desfeitas,
o contrato de comunicação dos indivíduos.
Só ficou uma epifania,
susto e sem signo, sensação incerta!
Pedaços soltos, esperando a liga de contexto
e um traço obtuso de satisfação do destino,
mas não houve nada tangível que pudesse matar
a minha sede...
estavam sem gravidade as minhas perguntas e os
seres humanos não passavam de pano de fundo sem função,
porque havia mais átomos agitando-se em outras coisas novas do que a
matéria tremida, mas formada no meu plano.
Aonde vou parar?
Se deixei de acreditar nos sóis que existiam
ali, bem próximo do que eu podia fazer.
Seria mais fácil ter deixado o prato quebrado escondido ou
a poeira debaixo do tapete,
Eu não perderia a ilusão de ser feliz e nem a bondade dos maus.
Agora o que tenho é isso
que você lê,
entende?
Pois, tente!
A margem de morrer aqui é grande como boa parte
do seu ao redor que se enfia,
acorde e deixe os músculos aceitarem que a vida
está em som alto e
sem nada para tampar.
Não é música,
é o deparar-se
vento sem palavras
e o susto de ocasiões,
tanto que
o virar de uma esquina
agora tornou-se um território
hostil.
As coisas mais simples e
derradeiras que via da via,
até cotidianas,
agora são espectáculos
onde há minas retirantes
da razão.
Pisei, quando falou!
levou tudo que pudesse ser identificado,
até o abstrato que podia sentir,
a permanência solta,
a inerência das coisas desfeitas,
o contrato de comunicação dos indivíduos.
Só ficou uma epifania,
susto e sem signo, sensação incerta!
Pedaços soltos, esperando a liga de contexto
e um traço obtuso de satisfação do destino,
mas não houve nada tangível que pudesse matar
a minha sede...
estavam sem gravidade as minhas perguntas e os
seres humanos não passavam de pano de fundo sem função,
porque havia mais átomos agitando-se em outras coisas novas do que a
matéria tremida, mas formada no meu plano.
Aonde vou parar?
Se deixei de acreditar nos sóis que existiam
ali, bem próximo do que eu podia fazer.
Seria mais fácil ter deixado o prato quebrado escondido ou
a poeira debaixo do tapete,
Eu não perderia a ilusão de ser feliz e nem a bondade dos maus.
Agora o que tenho é isso
que você lê,
entende?
Pois, tente!
A margem de morrer aqui é grande como boa parte
do seu ao redor que se enfia,
acorde e deixe os músculos aceitarem que a vida
está em som alto e
sem nada para tampar.
Não é música,
é o deparar-se
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Agosto
É Agosto,
dias de gosto,
isto posto,
sê gostoso
Sem amor?
crie ternura,
indolor,
viva loucura
Seja Agosto
Pelo fácil
tenha em mãos
o olhar grácil
Aposto!
É
Agosto
Curta
aos gritos,
destrua
seus mitos
mês novo:
seja Agosto!
pule o mundo,
entorne
ande o muro,
se jogue
Assim pois,
depois Agosto
Horizonte-se
libertiza-se
reencarne-se
Agostiza-se
Por isso
nem desgosto
vindo
em Agosto
É Rio
no sutaque,
eu chio
minha parte
Por mim,
Agosto seria o fim
sem fim
mas
todos são
um mês
no coração
que tem
É, Agosto,
não termine
sem certeza
do ano
que vem!
dias de gosto,
isto posto,
sê gostoso
Sem amor?
crie ternura,
indolor,
viva loucura
Seja Agosto
Pelo fácil
tenha em mãos
o olhar grácil
Aposto!
É
Agosto
Curta
aos gritos,
destrua
seus mitos
mês novo:
seja Agosto!
pule o mundo,
entorne
ande o muro,
se jogue
Assim pois,
depois Agosto
Horizonte-se
libertiza-se
reencarne-se
Agostiza-se
Por isso
nem desgosto
vindo
em Agosto
É Rio
no sutaque,
eu chio
minha parte
Por mim,
Agosto seria o fim
sem fim
mas
todos são
um mês
no coração
que tem
É, Agosto,
não termine
sem certeza
do ano
que vem!
terça-feira, 30 de julho de 2013
Relendo Pessoa
Quanto mais próximo, mais tenho a dureza dos anos,
a clareza da frieza do tempo,
o sorriso meio verde e azul dos dias.
Queria as chances das crianças de serem o querem, agora,
... ter pássaro e poder viajar
e no bolso os amigos que eu desejo amar
Ainda falta pouco para mais menos,
e não me engano que é supérfluo
pensar no dia em que nasci,
Ah, Fernando, há tanta coisa
espalhada pelo chão,
só cato os espaços que pressinto,
entender dói e como...!
Amanhã fica mais perto e morrer me faria melhor:
estado zero, sem amor e ódio,
em essência, não envelheceria
a felicidade desgastada pelo tempo e dinheiro,
mas sentiria falta da paixão, que me torna mais humano
do que o passado alocado nos objetos ganhos dos meus aniversários.
a clareza da frieza do tempo,
o sorriso meio verde e azul dos dias.
Queria as chances das crianças de serem o querem, agora,
... ter pássaro e poder viajar
e no bolso os amigos que eu desejo amar
Ainda falta pouco para mais menos,
e não me engano que é supérfluo
pensar no dia em que nasci,
Ah, Fernando, há tanta coisa
espalhada pelo chão,
só cato os espaços que pressinto,
entender dói e como...!
Amanhã fica mais perto e morrer me faria melhor:
estado zero, sem amor e ódio,
em essência, não envelheceria
a felicidade desgastada pelo tempo e dinheiro,
mas sentiria falta da paixão, que me torna mais humano
do que o passado alocado nos objetos ganhos dos meus aniversários.
Assinar:
Comentários (Atom)
