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quinta-feira, 17 de maio de 2012

Não sobrou nada,
só o som do seu último
estalar.

Foi-se como o sol de giz, na chuva,
o coração na areia,nas ondas,
os nomes na parede, na explosão,
as nossas cartas, numa rajada.

Palavras inteiras
sumiram no ar.
Ao olhar da saudade
que nem o invisível retoma.

Afoguei-me na superfície
das lágrimas já secas,
pelo instante das promessas desfeitas.
Onde seu sorriso
foi implodido ao vazio.

A sua vinda se confunde com o nada,
única faísca riscada no meu peito.
Minha solidão se confunde com sua ida,
e com o pó originado da sua combustão.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

No vagão

O barulho desses trilhos
são as vozes desses tempos
que ditam os mesmo caminhos,
mas aparentam destinos alheios.

Fechado, preso e quente,
gritam solto e livre o Deus.
Dilatam em temas serpentes
que envenenam ouvidos meus.

A entidade desses profetas
nega verdades concretas,
e vejo o deus dos patetas.

Findo o som na central
das vozes e dos trilhos da moral,
e fica o surdo Diabo na mente Racional.